quinta-feira, 10 de outubro de 2013

FITOTERAPIA

Em todos os registros médicos famosos da antiguidade (Hipócrates, Avicena, Paracelso e outros) os fitoterápicos ocuparam sempre lugar de destaque. Os estudos podem ser mencionados desde 2500 a .C., como é o caso da tradicional medicina chinesa.

A palavra fitoterapia é formada por dois radicais gregos: fito que vem de phyton, e significa planta, e terapia que vem a ser tratamento, ou seja, tratamento onde se utilizam plantas medicinais. Até o século XIX, os recursos terapêuticos eram constituídos basicamente de plantas. No início do século passado, esses recursos começaram a ser estudados e gradativamente estabeleceu-se a tendência de isolarem-se as substâncias ativas das plantas.

Atualmente em função do desenvolvimento tecnológico descobriu-se que o poder das plantas é proveniente da sua estrutura, de sua composição, das características da substância que a compõem ou que sintetizam, e da sinergia entre os princípios ativos. Com isso houve uma ampla utilização das plantas, não só por parte das manipulações, mas também na formulação de medicamentos padronizados.

Evidências científicas vêm se acumulando ao longo dos anos, dando suporte aos usuários, mostrando a sua eficácia como auxiliar nos casos de desequilíbrios funcionais e metabólicos. O uso de plantas medicinais na prática pode contribuir consideravelmente para a promoção e manutenção da saúde, mas deve ser parte de um sistema integral que as torne realmente saudáveis e não simplesmente sem doenças.

Analisando que a medicina que se utiliza de fitoterapia, é tão somente a utilização de medicamentos naturais, do reino vegetal; nada mais simples que modificarmos o nosso cardápio para alguns alimentos funcionais, que também auxiliam no combate a doenças diversas.

Vamos aproveitar para experimentar esta receita simples no almoço de Domingo....... ou de Segunda.  Não importa, contanto que você mude sua alimentação, para algo mais saudável.


Ingredientes:
02 xícaras de chá de arroz
01 xícara de chá de casca de abóbora (jerimum)
01 xícara de chá de casca de chuchu
01 xícara de chá de talos de couve
01 xícara de chá de talos de caruru
Cebola, cheiro verde, tomate a gosto
Sal e azeite a gosto

Modo de preparo:
Frite a cebola e o alho em uma colher de azeite
Acrescente o arroz previamente lavado e escorrido
Adicione as cascas e os talos e deixe fritar
Coloque a água fervente e o sal
Tampe e deixe cozinhar
No final da preparação, coloque o cheiro verde e o tomate.

A MEDICINA DO EXERCÍCIO ADVERTE:
Faça do seu alimento o seu remédio.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

MODIFICAÇÕES NO PERFIL PRESSÓRICO DE PACIENTES DO HIPERDIA APÓS PROGRAMA EDUCATIVO DE ATIVIDADE FÍSICA E DIETÉTICA EM UNIDADES DE SAÚDE DA FAMÍLIA

NORONHA, B.T.L.1; LIMA, K.C.P. 1; MUNIZ, A.L.P.2; RAMOS, C.F.3

A atividade física e alimentação adequada são reconhecidamentes fatores que contribuem para combater a hipertensão arterial, e entender sua eficácia nos ajuda a compreender a própria dinâmica do sistema de saúde. 

Conhecer o comportamento pressórico do paciente não apenas em um momento do seu dia, e ainda sujeito a interferências como no caso da hipertensão do jaleco branco, faz-se necessário para otimização diagnóstica, terapêutica e prognóstica. 

Porém, a atenção primária ainda carece de melhores condições de exame e diagnóstico, onde nesse contexto cita-se a técnica da Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA). Este estudo buscou observar se a orientação profissional a respeito da alimentação e atividade física, preconizada na Estratégia Saúde da Família (ESF), resultou diferenças nos resultados encontrados nos valores da pressão arterial  dos pacientes estudados.  

A pesquisa foi transversal e descritiva, realizada em Unidades de Saúde da Família (USF) de três municípios do Pará: Anajás, Barcarena e Juruti, sendo uma USF por município, e com 60 pacientes em cada, na faixa etária de 60 a 85 anos, matriculados no programa Hiperdia, entre setembro e novembro de 2009. 

Foi montado um plano de pesquisa que visou realizar um seguimento dos pacientes hipertensos com realização de um MAPA adaptado à realidade local, praticando durante três meses treinamentos físicos, três vezes na semana, durante 40 minutos, além  de orientações sobre alimentação balanceada, nos dias úteis devido ao funcionamento da USF, que envolveu médico, enfermeira do PSF; e educador físico, assistente social e pedagogos cedidos por outras secretarias municipais dos municípios envolvidos. 

Foi encontrado que 68 (37,78%) dos pacientes apresentou níves pressóricos que permitiram a retirada do esquema medicamentoso e em 48,33% (87 pacientes) foi possível a redução da terapia anti-hipertensiva com drogas. 

Apenas 25 casos (13,89%) não apresentaram mudanças ou precisaram reforçar a terapia anti-hipertensiva. 

Os bons índices encontrados nos sugerem como a execução de um dos princípios da ESF, a aproximação do profissional da saúde com a comunidade por meio da educação em saúde, pode modificar a condição de saúde de um grupo social, e estimula o aprimoramento dos recursos educativos neste nível de atenção.

domingo, 29 de setembro de 2013

O PRAZER DE COMER SAUDÁVEL

O desenvolvimento do bom paladar faz bem a alma e se harmoniza com as funções orgânicas. Assim, a questão da saúde e da estética é uma consequência desta harmonia, e não pode ser a única causa da escolha da alimentação.

Em um momento onde a cultura televisiva tende a reduzir nossos sentidos, (principalmente a visão e a audição), as pessoas se preocupam mais com o quanto comer e não com o que comer, nem mais sabendo como preparar prazerosamente uma alimentação e degustá-la.

Seja qual for o regime de saúde preconizado, deve-se pesquisar antes de tudo o equilíbrio nutricional buscando a variedade de alimentos, mas também os sabores, os perfumes e as cores, que conferem um pequeno toque de liberdade as dietas e permitem conciliar rigor e fantasia.

A ciência dos alimentos é fascinante porque permite estabelecer relação entre aspectos teóricos e práticos da produção de alimentos e sua influência sobre características sensoriais e nutricionais.

Alimentação, nutrição e gastronomia apresentam conceitos diferentes. Alimentação é a etapa de escolha, preparo e ingestão de alimentos. A nutrição começa com a ingestão do alimento e se estende a sua utilização pelo organismo.

Gastronomia se refere a tudo que diz respeito a arte culinária, a arte do bem comer e do saber comer com prazer. Por outro lado, a arte culinária se caracteriza especialmente pela criação de sensações de natureza estética, suscitando o prazer da alimentação, apreciando as propriedades dos alimentos.

O mais importante é que se consiga colocar conjuntamente o prazer no ato de se alimentar, além de conferir hábitos saudáveis com sabor e cheiro agradáveis. Nutrição é ciência, alimentação é prazer, gastronomia é arte. Mais do que nunca, a gastronomia está para a alimentação saudável assim como o erotismo está para o amor: um suplemento da alma, uma exploração do sagrado.

Inicialmente, a cor e aparência determinam a qualidade do alimento, assim como aroma e sabor destacam-se nas preferências gastronômicas. Para que se alcance uma melhor definição dessas propriedades, é indispensável que se utilize de forma adequada as técnicas de corte, uso de temperos e cozimento.

As sensações gustativas não se baseiam exclusivamente nos efeitos de algumas substâncias químicas, mas também em elementos físicos como o calor (ressalta o sabor); dureza, aspereza e maciez (oferecem texturas diversas ao alimento) e o ruído do alimento na mastigação.

Condimentos e temperos são substâncias usadas para intensificar o sabor natural dos alimentos ou imprimir-lhes novo sabor. Na maioria das vezes, refletem hábitos regionais, apesar de grande parte se originar de regiões tropicais do Oriente, da Europa e das Américas. Acertar nos gostos alheios, desenvolver sabores, seguir tradições, são tarefas que exigem conhecimento e habilidades próprias.

Recomenda-se usar ervas frescas ou desidratadas; limão, alho e especiarias para temperar carnes, peixes, aves, saladas e sopas. Acrescentar frutas à saladas e temperar com vinagre balsâmico. Moderar o uso de produtos enlatados e com conservantes.

Ë interessante citar que muito do que se come na Bahia hoje é derivado da culinária feita para os Santos do Candomblé, onde as escravas faziam as preparações e incluíam as mesmas nos cardápios dos senhores , assim disfarçavam suas intenções e agradavam as sinhás. O açaí, símbolo de energia e amplamente usado por esportistas, chegou a ser proibido quando os portugueses chegaram ao Brasil, sendo considerado como fruta do diabo, pois da folha se fazia um chá estimulante.

Classicamente existe o conceito de que a dieta oferecida aos pacientes apresenta sabor, odor, coloração e apresentação desagradável, bem com torna-se repetitiva e monótona com o prolongamento do período de tratamento. Atualmente podemos conhecer situações de transformações nos conceitos antes emitidos, sem sentimentos de culpa ou pesadas responsabilidades, e sem exigências pode-se ficar saudável, em boa forma física e vibrante.

Para uma alimentação saudável, faz-se necessário a regularidade. Ora, se comermos todos os dias “aquela salada” que o doutor mandou, sem tempero, sem cor, sem brilho, a “dieta” acaba em menos de 01 semana.

Não existem dietas milagrosas, assim como não criaram a “pílula mágica”, portanto, para se adquirir uma melhor performance física, deve-se proceder a reeducação alimentar, para reaprender a comer. Não somente a qualidade e quantidade de alimentos, mas com uma preocupação direta em como se retirar desse alimento todos os seus elementos nutritivos.

Existem diversas formas de se preparar um prato de comida, temos de aprender as receitas mais saborosas, com um odor mais agradável e com uma apresentação que nos faça sentir realmente vontade de comer, sem abandonar os critérios do nosso processo de reeducação alimentar.

Este prazer de comer, promovendo a saúde e o bem estar é uma nova ciência e uma arte nova, a Medicina Integrativa, que se preocupa com o equilíbrio dinâmico do corpo. Em situações especiais é importante ter uma orientação adequada a respeito de comer saudável, com prazer.

A MEDICINA DO EXERCÍCIO ADVERTE:
Faça do seu alimento o seu remédio.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

LEVANTAMENTO DAS PRINCIPAIS SEDES DOLOROSAS NOS MEMBROS INFERIORES APÓS PARTIDAS DE FUTEBOL EM ATLETAS PROFISSIONAIS.

INQUIRY ABOUT THE MAIN PAIN ZONES OF THE INFERIOR MEMBERS AFTER THE SOCCER GAMES IN PROFESSIONAL ATHLETES.
BRUNO TAMEGÃO LOPES DE NORONHA
CAMILO FERREIRA RAMOS
FILIPE CUNHA DE SOUSA DONZA
ANTÔNIO CARLOS ALVES SENA JÚNIOR
SARAH CRESTIAN CUNHA


Introdução: Lesões em membros inferiores são problemas habituais em jogadores profissionais de futebol em todo o Mundo. 

Dores crônicas de pequena intensidade são enfrentadas pela quase totalidade dos atletas, consideradas “normais”, não recebendo tratamento. 

O grande número de horas de treinamento e de partidas os leva a desgaste físico acentuado, necessitando de tratamento específico para evitar complicações e maximizar sua performance. 

Objetivo: Identificar as principais sedes dolorosas nos membros inferiores de jogadores profissionais após partidas de futebol. 

Método: Realizou-se estudo prospectivo, transversal e qualitativo, através de protocolo de pesquisa, em entrevistas individuais de 106 jogadores profissionais de futebol do Campeonato Paraense de 2008. 

Resultados: A idade e o tempo médio como atletas foram respectivamente de 23,8 e 4,6 anos. 15,1% dos atletas estavam lesionados, com lesões ósteo-articulares em 81,2%. 65,4% dos pesquisados afirmaram sentir dor. 

A caracterização predominante dessa dor foi de freqüência “às vezes” (61% dos casos), e escala média 4,8 (onde: 0 = sem dor e 10 = dor insuportável). 

As sedes dolorosas mais freqüentes foram as coxas, com dores em coxa-posterior em 41 atletas e 11, na ântero-medial, seguidas pelas panturrilhas. Essa dor não se irradiava em 80% dos casos, sendo evocada em 57% das vezes, de início súbito em mais da metade dos entrevistados. 

Nove em cada dez atletas com dor afirmaram esta ser do tipo intermitente, prevalecendo o “dolorimento”. 

Ao relacionar dores com posição de jogo do atleta, obteve-se: Goleiros, Zagueiros e Laterais com dores de média 4,5 em coxa-posterior e tornozelos; Volantes, 5,5 em coxa posterior, panturrilha e joelho; Meias, com 4 de intensidade média de dor, em coxa, panturrilha e tornozelo; e Atacantes, média 4 em coxa (80% das queixas). 

Afirmaram também que as dores interferem no seu desempenho em campo, quando os jogos são realizados numa freqüência Domingo – Quarta-feira – Domingo

Conclusão: Há alta incidência de dor pós-jogo entre os futebolistas do Pará, sendo a coxa-posterior sua principal localização.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

HMB E GANHO DE MASSA MUSCULAR - TEMA MUITO CONTROVERSO E POR ESTE MOTIVO TEM DE SER MAIS PESQUISADO E ESTUDADO

O ganho de massa muscular tem sido tema amplamente discutido nos últimos encontros científicos. A finalidade de tantas discussões consiste em beneficiar indivíduos nas mais variadas situações, sejam eles praticantes de atividade física, atletas de alta performance, ou até portadores de doenças associadas a perda de massa muscular, com a Aids ou o câncer.

O exercício tem demonstrado exercer profundas influências sobre a hipertrofia muscular entre homens e mulheres, sendo considerado potente estímulo anabólico. Sempre deve ser associado a uma alimentação balanceada nutricionalmente, observando-se os horários e os grupos de alimentos a serem ingeridos e a suplementação com orientações individuais.

O HMB (Beta-hidroxi Beta-metilbutirato) é classificado como um suplemento nutricional ergogênico, sendo um metabólito do aminoácido leucina, que vem sendo utilizado para aumentar a massa magra e reduzir paralelamente a massa gorda.

Acredita-se que o mecanismo de ação do HMB ocorra através da formação de colesterol na célula muscular, uma vez que em situações de catabolismo (gasto corpóreo aumentado), o músculo necessitaria de determinadas concentrações de colesterol para promover reparos na membrana celular.

Estudos na Universidade do Kansas, EUA, relataram o aumento real nas circunferências de braços e tórax em homens e em membros inferiores de mulheres, com trabalho de musculação específicos e suplementação de HMB.

Normalmente usado em apresentações orais de Cálcio-HMB-monohidratado, sendo necessário a prescrição e acompanhamento médico. Ë um composto ético e legal, não considerado substância proibida pelo Cômite Olímpico Internacional. Associado a outros nutrientes, como creatina, carbohidratos, proteínas, vitaminas e minerais apresenta resultados mais satisfatórios.


A MEDICINA do EXERCÍCIO ADVERTE:
Não use suplementos alimentares sem prescrição médica.

domingo, 22 de setembro de 2013

INCIDÊNCIA DE DESVIO POSTURAL EM DISCENTES DE UMA ESCOLA PÚBLICA E DE UMA ESCOLA PARTICULAR NO MUNICÍPIO DE BELÉM-PA

NORONHA, B.T.L. ; LIMA, K.C.P. ; SANTOS, A.L.M. ; MARQUES, N.N. ; SIMÕES, V. R. F.; ROCHA, E. C. 
Apresentado no Congresso Brasileiro de Medicina do Esporte e Congresso Médico Amazônico.

Problemas físicos que podem acometer crianças e adolescentes e que têm início na fase de crescimento constituem fator de risco para disfunções de coluna vertebral irreversíveis na fase adulta. Dados epidemiológicos apontam para uma alta prevalência de alterações posturais de coluna nessa faixa etária. 

Este estudo teve como objetivo verificar a incidência de alterações posturais em coluna vertebral em escolares de 10 a 16 anos do município de Belém, PA. Foi feito um estudo descritivo e transversal, no período de 2008 a 2009, incluindo 50 estudantes de escola pública e 50 alunos de escola particular. 

Os sujeitos da pesquisa foram submetidos à avaliação do desvio postural através do simetógrafo.  Com esse aparelho pode-se identificar os desvios posturais mais evidentes, por meio da observação de pontos anatômicos específicos (acrômios, cristas ilíacas, côndilos, maléolos) que permitiram identificar as possíveis assimetrias decorrentes desta alteração postural. 

Os alunos que apresentaram desvio postural foram ainda questionados sobre a presença de sintomas (dor nas costas, ombro). Entre os 50 alunos da escola pública 35 (70%) apresentaram desvio postural, sendo que destes 22,9% (8) eram sintomáticos. Dos alunos da escola particular 38 apresentavam desvio postural e destes 31,6% (12) eram sintomáticos. 

Portanto, há importante prevalência de desvios posturais entre os escolares do município de Belém-PA. 

Uma vez que a idade escolar compreende a fase ideal para recuperar disfunções da coluna de maneira eficaz, tornam-se importantes campanhas de promoção de saúde que objetivem a adoção de estilos de vida e posturas mais saudáveis, incluindo a prevenção e o tratamento das alterações posturais. 

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

ATIVIDADE FÍSICA NA 3ª IDADE

Na antiguidade os gregos tratavam a velhice com extremo desdém, o pensamento era: "Prefiro morrer a envelhecer". Entretanto os homens de pensamento tinham uma visão diferente, entendiam que o idoso possui a experiência e o dom da palavra, mas falta-lhe a força física e vigor.


A preocupação com o envelhecimento e com o rejuvenescimento não é fenômeno da sociedade contemporânea, está presente no pensamento de filósofos e teólogos a muito tempo.

Atualmente, diversas teorias tem sido propostas para explicar o processo, onde é possível observar certas características: algumas não apresentam embasamento científico, um certo número não foi testado e outras não mostram conceitos fidedignos.

O envelhecimento começa na concepção; portanto velhice nada mais é que um processo dinâmico e progressivo, onde ocorrem alterações morfológicas, bioquímicas, funcionais e psicológicas que determinam a perda da capacidade de adaptação do indivíduo ao meio ambiente, ocasionando maior vulnerabilidade e maior incidência de processos patológicos que culminam por levá-los a morte.

Não se pode negar que há um processo degenerativo orgânico importante, onde ocorre perda da força muscular, diminuição da flexibilidade , redução da quantidade bombeada de sangue pelo coração, perda de osseína e sais de cálcio, aumento da quantidade de gordura, diminuição do consumo de oxigênio e desaparecimento de elementos celulares do sistema nervoso.

Tais alterações orgânicas refletem em enfraquecimento da memória, desconfiança, irritabilidade, isolamento social, ruptura com a vida social e falta de opção do idoso em escolher seu lazer ou prática esportiva. Este último, no entanto, será nosso maior objetivo a partir de então, pois será através da atividade física e do exercício que poderemos modificar o quadro anteriormente exposto.

Se tomarmos como exemplo duas pessoas com 65 anos, onde uma destas mantém um estilo de vida ativo, com alimentação equilibrada e exercícios regulares desde a adolescência e outro indivíduo com má conduta alimentar e estilo de vida sedentário, faz-se notório que os maus hábitos adquiridos durante o curso da vida, pode alterar a saúde levando-nos a confundir muitas vezes com o envelhecimento.


O que se destaca como objetivo principal da atividade física na terceira idade , é o retardamento do inevitável processo de envelhecimento, através da manutenção de um estado suficientemente saudável, sendo possível ao idoso ter uma vida ativa, realizando todos os seus desejos e principalmente afastando os riscos comuns na já conhecida melhor idade.

A atividade física deve ser em clima descontraído, entretanto com auxílio de profissional qualificado, proporcionando maior disposição para o cotidiano, sendo importante ressaltarmos os principais benefícios:

  1. aumento da habilidade, da capacidade de coordenação e reação;
  2. fortalecimento da musculatura e da sustentação corporal;
  3. intensificação da circulação sanguínea;
  4. melhora da resistência e da capacidade respiratória;
  5. ampliação da elasticidade e da mobilidade de pequenas e grandes articulações;
  6. atenuação da tensão, ansiedade e depressão;
  7. além dos efeitos psicológicos de bem estar físico e auto-confiança.


O sucesso do atividade física como medida preventiva, reside no fato de que fazer exercício ou praticar esportes se tornaram programas de lazer e prazer, onde a terceira idade assume seu lugar de destaque, afinal o homem velho é o rei dos animais.



A MEDICINA DO EXERCÍCIO ADVERTE: 
Envelhecer não significa adoecer.